Claustros

Os dois claustros dão acesso a importantes dependências ao seu redor como a igreja, a sala do capítulo, a biblioteca, a sacristia, o refeitório, entre outros. Estes eram espaços de recolhimento, reflexão e oração, funcionando também como local de “passagem espiritual” onde os cónegos regrantes se preparavam antes de iniciar o ofício divino.

Arquitetonicamente muito sóbrios, os claustros foram erguidos na 2.ª metade do séc. XVII, seguindo o projeto inicial traçado por Juan Herrera (1530-1597), encomendado por D. Filipe I de Portugal (II de Espanha).

A revestir as paredes estão 65 painéis de azulejos colocados em 1737, atribuídos à oficina de Valentim de Almeida. À semelhança dos azulejos produzidos durante a “Grande Produção Joanina” (1725-1750), também estes evidenciam exuberantes e monumentais cercaduras (molduras). 

As cenas representadas nos painéis são de cariz profano, e foram produzidas a partir de gravuras que retratavam o quotidiano da aristocracia francesa, nomeadamente cenas de caça, pesca, paisagens, dança, jogos tradicionais, entre outros. O Mosteiro de São Vicente de Fora é um dos monumentos do mundo com mais azulejos barrocos in situ, contando nas suas coleções com mais de 100.000 azulejos (cerca de 222 painéis).